domingo, 27 de março de 2011

Pão Caseiro

 Para o lanche de domingo, que tal uma receita básica de pão caseiro?



Essa é minha estréia na cozinha na companhia do livro DONA BENTA: COMER BEM, da Companhia Editora Nacional (Não puxando o fogo para a minha sardinha, mas, minha primeira formação foi na faculdade da editora – rs).


A receita está na página de número 889 da edição 76 do livro. Minha única adaptação foi substituir metade da medida de farinha de trigo indicada pela versão integral – FICA A DICA!

Pãezinhos comuns.
INGREDIENTES:
½ kg de farinha de trigo – aproximadamente
1 tablete de fermento biológico [usei um em pó de sache que é encontrado facilmente nos supermercados]
200ml de leite morno 
3 colheres de sopa de manteiga derretida
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de sal
2 ovos
MODO DE PREPARO:
1 – dissolva o fermento no leite morno e misture com metade da farinha e o resto dos ingredientes. Deixe levedar [ativar o fermente/ deixar a mistura descansar por cerca de 15 minutos].
2 – Junte aos poucos a farinha até atingir a consistência de pão [massa homogênea que não gruda nas mãos]. Pode ser necessário mais que meio quilo de farinha, tenha sempre um pouco mais.
3 – Amasse bem, cubra a massa com um pano de prato limpo e em um lugar escuro e quente deixe a massa crescer [o forno fechado e desligado é uma boa opção].
4 – Quando a massa dobrar de volume, ligue o forno e deixe-o esquentar enquanto você forma os pães e os acomode numa forma untada, pincele com uma gema batida [eu não passei] e leve para assar em forno quente.
5 – Fique de olho, em menos de 20 minutos [ou quando estiver bem douradinho] está pronto.



segunda-feira, 21 de março de 2011

Prá começar a semana bem!

Fricassê de frango

É engraçado né, quando a gente come uma coisa simplesmente porque estava com vontade comer, a coisa mais simples se torna a melhor comida do mundo.

A melhor comida do mundo nesta segunda-feira prá mim era fricassê de frango. Eu estava com vontade a dias e ele seria o meu prato do domingo caso eu não tivesse sido surpreendida pela costelinha de porco no meu congelador quando descongelei a geladeira. Adiei o preparo, mas por pouco tempo!

Optei pela versão mais simples do prato e fiz a receita pela metade... comi, mais do que deveria, mas sem um pingo de culpa!

Vamos a receita:

1 peito de frango
1 tablete de caldo de legumes
1 cenoura picadinha
1/2 cebola
Água suficiente para o cozimento

Cozinhe o peito de frango com a cenoura e a cebola e o caldo de legumes. Depois de cozido dispense o caldo e a cebola. Reserve a cenoura e desfie o frango.

No liquidificador bata:

200 ml de requeijão (1 copo)
1 lata de creme de leite
1 lata de milho verde

Depois de bater leve essa mistura para a panela em fogo baixo e acrescente o frango e a cenoura. Acerte o sal e quando levantar fervura, desligue o fogo. Passe o conteúdo para um refratário, despeje aproximadamente 150 gr de mussarela ralada e leve para o forno para gratinar.

Antes de servir cubra com batata palha.

Acompanham, e muito bem, arroz e uma salada.

domingo, 20 de março de 2011

Prata da Casa



Mesmo gostando muito de ir prá cozinha, uma das coisas que mais tenho feito ultimamente é comer na rua. Tupã não é uma cidade que ofereça uma grande variedade de lugares prá comer mas fica a dica desse aqui que eu tenho frequentado assiduamente.


A ambientação é simples mas bem charmosa e o cardápio que, não conta com muitas opções, merece dois destaques: o feirantino que é um café cremoso e gelado e os muffins!!! Eles são molhadinhos e contam, além das gotas de chocolate, com um recheio cremoso, pura perdição!

Os sanduíches são fartos e são perfeitos para aqueles dias: queremos trocar o almoço por outra coisa!

Maiores informações: http://www.cafedofeirante.com.br/

Coincidência???

Não combinei nada com a sócia mas não é que por aqui rolou porco também hahahahaha!

Temperei as 400 gr de costelinha de porco, ontem, com caldo de legumes, (sim, eu também uso temperos prontos, raramente mas uso) cominho, colorau, salsa e um pouquinho de óleo. Furei bem a carne pra que ela pegasse tempero e mandei prá geladeira!

Hoje só acertei o sal, cortei umas batatas em rodelas (porque queijo e batata melhoram qualquer receita) e mandei o refratário para o forno!

Para acompanhar, arroz branco e cenouras sauté. Corte a cenoura em tiras, cozinhe em água com sal e tire do fogo assim que a água ferver. Depois derreta a margarina, acrescente salsinha e vá passando a cenoura na manteiga aos poucos!

Bom apetite!

COSTELA DE PORCO NA MANTEIGA

 [na panela de pressão]
Passei a semana com uma vontade louca de comer lombo de porco na pressão, não sou muito das carnes, mas, esse corte em especial é o meu fraco.
Pela manhã fui ao mercado com a intenção de comprar lombo, decidi trazer picanha suína [daquelas temperadas] e, só quando cheguei em casa percebi que na verdade havia trazido costela [kkkkk].
Tudo bem, a gente se vira com isso mesmo.
No final, ficou melhor que a encomenda.
Vamos lá.
INGREDIENTES
1 peça de aproximadamente 1kg de costela suína [daquelas já temperadas]
4 batatas médias
200g de manteiga
5 dentes de alho triturados
1 colher de sobremesa de alecrim
1 limão
1 tablete de caldo de carne
Sal a gosto
MODO DE PREPARO
Na panela de pressão derreta a manteiga e junte o alho e o alecrim, coloque a carne e deixe fritar um pouco de um lado e de outro [a Vilma me ensinou que isso é selar a carne, é importante para que ela não resseque por dentro, garantindo sua maciez]. Depois de selar a carne, junte o caldo dissolvido em 1 xícara de água morna e o suco de 1 limão. Feche a panela e deixe pegar pressão. Após cerca de 7 minutos de pressão, desligue o fogo, verifique o sal, a textura da carne e a quantidade de líquido, não pode secar para que a carne não grude. Se já estiver macia, vire-a, junte as batatas e deixe pegar pressão por mais 5 minutinhos.
Prontinho, sirva com arroz branco e uma saladinha.
Fica a dica!

BOLINHO ASSADO DE ARROZ COM MILHO


Domingo é o único dia na semana no qual posso cozinhar de verdade, nada de comida requentada, mas, o que fazer com o arroz que sobrou de ontem?

Que tal o famoso bolinho de sobras de arroz?

Mas, como aqui em casa evitamos ao máximo as frituras minha sugestão é de bolinho assado.
Essa é mais uma daquelas receitas versáteis que permitem múltiplas variações e combinações.


A variação do dia é arroz com milho e presunto.
Vamos lá.

INGREDIENTES
1 xícara de chá  de arroz cozido
1\2 lata de milho em conserva
50g de presunto triturado
1 ovo inteiro
1 colher de azeite
1 xícara de chá de farinha de rosca
2 colheres de sopa de farinha de trigo
Queijo ralado para polvilhar
Sal e ervas desidratadas a gosto [usei orégano e manjericão]

MODO DE PREPARO
No liquidificado, ou processador, bata o arroz, o milho e o presunto. Numa travessa, derrame a mistura e junte os demais ingredientes, menos o queijo ralado e acerte o sal.

Ajeite a massa em forminhas para empada [usei 18 unidades de forminhas para empadas tamanho coquetel] untadas com óleo [se for de silicone não precisa untar], polvilhe com o queijo ralado e leve para assar em forno pré-aquecido em temperatura média [+\- 180ºC] por cerca de 10 minutos ou até dourar.
Pode ser servido quente ou frio, de entrada, como lanche ou como aperitivo.
Evite frituras, sempre que possível, opte pelos assados.
 Fica a dica!

sábado, 19 de março de 2011

Hoje é dia de ARROZ DOCE


 Hummmm!
Está um friozinho aqui, uma chuvinha chata, preguiça e uma vontadezinha de comer um doce quente.
Sair de casa nem pensar, o jeito foi revirar os armários e apelar para a memória [mentira, apelei ao Google mesmo – kkk].
A aventura do dia foi ARROZ DOCE, nunca tinha feito, esse é um dos itens do quesito MINHA MÃE FAZIA ISSO PRA MIM, mas, resolvi arriscar.
Li algumas receitas e adaptei para o que eu achava que daria conta de fazer, liguei pra mamys  pra saber se era isso mesmo e deu super certo.
Vamos lá.

INGREDIENTE
1 xícara de arroz lavado
Água para o cozimento
2 xícaras de leite
Meia lata de leite condensado [se preferir, pode colocar  a lata toda]
50g de Coco ralado
Canela e cravo a gosto [eu usei cravo em pó]

MODO DE PREPARO
Numa panela cozinho o arroz em água, não deixe a água secar. Vá verificando a consistência, a maciez do arroz dependerá do gosto de quem estiver preparando-o. Quando achar que já está no ponto certo de cozimento junte o leite e deixe ferver até, nesse momento acrescente o coco ralado, uma pitada de canela e de cravo. Quando já estiver cremoso junte o leite condensado, desligue o fogo e prontinho.
O arroz doce pode ser servido quente ou frio.
Em dias quentes a sugestão é excluir o cravo e canela e adicionar gotas e raspas de limão ou laranja e servir gelado.

Fica a dica!






quinta-feira, 17 de março de 2011

Não tenho a recordação da primeira coisa que preparei sozinha mas, desde que aprendi a cozinhar, sempre usei comida prá demonstrar o quanto gosto das pessoas. Algumas pessoas simplesmente dizem eu te amo, outras compram presentes caros. Dentre todas as demonstrações de afeto possíveis, a que mais faço pelas pessoas que eu amo é cozinhar prá elas...

É meu ritual mais sagrado. A escolha do prato, a seleção dos ingredientes e toda a minha doação para o preparo têm que produzir efeito em quem estiver comendo. Foram muitas as vezes que preparei pratos que não gosto de comer e por isso sequer provei, mas o fiz em nome apenas do prazer de acarinhar alguém. Quantos bolos de fubá cremoso integram essa lista eu não sei precisar mas me lembro com muita clareza da carinha de satisfação, do pudor em pegar o segundo, o terceiro e o quarto pedaço e do quanto tudo aquilo me fazia feliz.

Minhas memórias afetivas tem muitos sabores e quisera eu tê-los todos a minha disposição numa prateleira organizadinhos como os meus livros de receita prá que eu pudesse sentir o gostinho sempre que tivesse saudade.

Hoje por exemplo queria o mais simples dos afagos, a comida da minha mãe: arroz (um arroz soltinho temperado com salsinha), feijão fresquinho (consigo sentir do cheiro de coentro que vem quando eu abro a panela) coentro aliás é algo que aboli da minha cozinha mas que definitvamente não pode faltar na dela e carne de panela com batata. Das coisas que me fariam feliz hoje, trocaria todo o ouro do mundo por isso e veria na combinação desses três pratos a maior das provas de amor!

terça-feira, 15 de março de 2011

Vivendo com diabetes - II


O clima hoje em São Paulo nos convida a ficarmos na cama embaixo das cobertas... 
Quisera eu!

Logo pelas 4h30min. sai para fazer uns  exames de rotina (hemograma e afins). Como todo e bom diabético que  se cuida, meu cotidiano exige um pouco  de mim.
Em jejum meço a glicemia (com aquele furinho na ponta do dedo, o sangue que sai  coloco na fita e sei como está o diabetes), logo tomo café, e assim no decorrer do dia antes e depois de cada refeição meço a glicemia e não posso passar mais de 4 horas sem comer, para não correr o risco de ter uma hipoglicemia ( diminuição do nível de glicose no sangue), e nem esquecer de tomar quatro vezes ao dia a insulina para não ter hiperglicemia (aumento do nível de glicose no sangue). Enfim, numa outra oportunidade enfatizo os sintomas e alguns termos da doença.
Hoje pensei num assunto que sempre me aflige: o lanche servido pelos laboratórios aos pacientes. A grande maioria possui uma máquina da qual o café já sai pronto e lhe entregam um pacote de bolachas doces. Bela combinação para um diabético, não é!? Café adoçado com açúcar e bolachas doces. Como não tinha outra opção (não havia lanchonete por perto), o jeito foi comer  o que me foi oferecido. Saí revoltada do laboratório.
Tá na hora da sociedade se dar conta que há pessoas com dietas especiais!
Para salvar minha manhã, passei em frente ao Supermercado Pão de Açúcar e peguei um catálogo. Lá estavam maravilhosas ofertas de produtos diets e lights.Vale a pena conferir!

Por: Kath Paloma

domingo, 13 de março de 2011

O que eu não sei cozinhar

Tão difícil quanto convencer algumas pessoas de que eu de fato sei cozinhar é convencer todas as outras que tem coisas que definitivamente eu não sei fazer! Hoje, acabei de confirmar mais uma delas!

Me peçam prá fazer qualquer coisa, até bolo de fubá que eu não como por nada no mundo e torta de banana que por mim é uma fruta que nem deveria existir. Eu faço e quem comeu diz que fica uma delícia... só não me peça para fazer pão.

E aí sempre que eu digo isso sempre aparece alguém dizendo: mas se você sabe cozinhar como é que não sabe fazer pão? Eu faço e dá certo!!!

Acreditem, eu já testei várias receitas, consultei toda a bibliografia disponível aqui em casa e em todos os programas de culinária da TV e mesmo assim cada vez que eu tento vencer a limitação, o resultado é sempre o mesmo, produto final aquém das expectativas seguindo direto para o lixo!

Hoje aconteceu de novo... a receita parecia simples e a foto do resultado (post anterior dessa mesma sessão) me encorajou a tentar. Me atrevi tanto que mexi na receita original e o resultado foi o mesmo das tentativas anteriores, o pão ficou péssimo!

Registre-se aqui o depoimento de que, até mesmo quem sabe cozinhar não sabe fazer tudo!

ARROZ À JARDINEIRA

Meus finais de semana são sempre muito corridos. O tempo tem que ser suficiente para cuidar da casa, de mim, do maridão, dos cães e ainda tem que sobrar algum para a vida social.
Esse domingo foi dia de receber mãe e sogra, irmão e cunhados para o almoço.
Claro que o cardápio tinha que ser diferente, prático e, sempre que possível, barato.
Que tal um ARROZ À JARDINEIRA diferente, saladinha e um frango de padaria para economizar tempo?
Senti que ainda faltava algo, uma entrada. Revirei a memória e os armários e decidi por uma prática TORTA DE ATUM (a receita segue em outro post).
O resultado foi mais um almoço de sucesso – rsrsrsrs


ARROZ À JARDINEIRA

Ingredientes
Para a base
3 xícaras de arroz cozido e já frio
1 lata de milho em conserva
1 lata de ervilha em conserva
200g de queijo fatiado [usei mussarela]
2 pacotes de legumes congelados
100g de presunto picado
Para a cobertura
2 colheres de sopa  de manteiga
2 dentes de alho picados
1 cebola pequena picadinha ou triturada
4 colheres de sopa de farinha de trigo
1 litro de leite
Sal, pimenta do reino e queijo ralado a gosto.

Modo de preparo

Num refratário, misture o arroz cozido, o milho e a ervilha e cubra com o queijo fatiado.
Sobre o queijo, distribua os legumes [já descongelados] e o presunto picado. Reserve.
Numa panela aqueça a manteiga, acrescente o alho e deixe-o dourar, acrescente a cebola e deixe-a dourar. Vá acrescentando a farinha e depois o leite, mexendo,mexendo, mexendo sempre para não empelotar, desligue o fogo quando formar um molho cremoso. Acrescente o queijo ralado [1 colher de sopa é suficiente],  a noz moscada e acerte o sal.
Cubra o arroz com este molho e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 10 minutos.  
 Para amigos vegetarianos, basta excluir o presunto.
FICA A DICA! 

TORTA PRÁTICA DE ATUM

Adoro cozinhar, mas sou extremamente imediatista, logo, sempre opto pela praticidade e pela otimização do tempo. O que não dava pra ser diferente levando em conta a minha louca rotina.
Essa torta é extremamente prática e, para quem não gosta de atum, aceita uma imensa variação de  recheios. 
Segue a receitinha.


INGREDIENTES
Para a massa
2 ovos
2 xícaras de farinha de trigo
300 ml de leite
1\2 xícara de óleo
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de sopa de queijo ralado
Sal, pimenta do reino, ervas finas a gosto
Para o recheio
1 lata de atum
1 tomate picado
1 lata de conserva de legumes
Azeitonas picadinhas
MODO DE PREPARO
Para a massa: juntar toso os ingredientes até formar uma massa líquida e homogênea.
Para o recheio: misturar todos os ingredientes.
Montagem: Numa forma para bolo inglês untada e enfarinhada coloque metade da massa, o recheio, a outra metade da massa e polvilhe com queijo ralado e orégano.
Assar em forno pré-aquecido em média temperatura por cerca de meia hora [ou até a cobertura estar douradinha].
Pode ser servida quente ou fria, no lanche ou como entrada.
FICA A DICA!

Bolo de laranja com creme de coco

PARA A SOBREMESA DE DOMINGO...
Não é novidade o fato de eu não ter a menor habilidade no preparo de bolos. Ou ficam macios de mais a ponto de não conseguir ao menos desenformá-los ou ficam com aquela terrível aparência de sola, mas queria muito um bolo gelado como o que a Vilma postou semana passada.
A solução foi apelar para os bolos de caixinha. Super recomendo.

1 massa de bolo de caixinha [do sabor que preferir, usei o de laranja];
1 receita do creme para BOLO GELADO que a Vilma postou no dia 11\03;
Para montar usei um refratário. Dividi o bolo ao meio, recheei, cobri e finalizei com coco ralado. 



Não sobrou para o lanchinho da tarde.
Asse o bolo direto no refratário no qual pretende montar a sobremesa, isso diminui o volume de louça para lavar [rsrsrsrsrs]. 

FICA A DICA!


ABC da Cozinha


Ninguém tem a obrigação de ser PHD em forno e fogão mas, pensando que é importante saber o basico, vai aí minha indicação de bibliografia:
D. Benta é um clássico. A 1.ª edição data da década de 40, (aliás tô atrás dele, se alguém por acaso achar, fica a dica de um presente que eu vou adorar!!!) e depois de tantas reedições ainda continua sendo o 1.º livro de receitas que toda pessoa deveria ter, por alguns motivos:
Ele tem mais de 1000 páginas, não é possível que com um livro desse tamanho você não consiga achar algo que valha a pena a leitura rsrsrsrs
O livro começa com um guia de equipamentos e utensílios, o que prá iniciantes e prás organizadoras oficiais de listas de cha de panela e presentes de casamento é uma mega 'mão na roda'; tem receita de toda e qualquer coisa - acreditem, tem receita de arroz e feijão - e o final do livro conta com sugestões de cardápio, montagens de mesa e dicas e truques: como eliminar o cheiro de alho das mãos ou conferir se o fermento em pó ainda está ativo são algumas delas!
O meu, mais do que livro de receitas, serve como guia de referência, algo como 'se d. Benta mandou fazer assim, é porque dá certo'!!!

Muito mais que hamburguer com batata frita

Para os apaixonados por fast food fica a dica desse lugar em São Paulo!








O Rockets é uma lanchonete tipicamente americana que parece ter saído diretamente dos anos 50. A ambientação conta com os bancos de couro vermelho, 'como o das lanchonetes que a gente vê nos filmes' e um monte de jukebox espalhadas pela casa só com músicas dos anos 50 e 60. Da sua mesa você pode, enquanto come, escolher a música que vai tocar no ambiente. É só pedir a moedinha para o garçom, escolher a música e 'dar o play'.




Como comer é o que importa, vamos ao cardápio: os hamburgueres são ótimos e lá não rola o que acontece na maioria dos fast foods por aí, o lanche só é lindo na foto mas no seu prato não. Lá, ele é lindo sempre! Eu particularmente vou lá por 2 motivos: a mostarda temperada e as Coca-Colas com sabor... na categoria sabores da infância Cherry Coke está entre eles e depois que eu descobri isso lá, não consigo pensar em escolher outra bebida do cardápio!


O endereço: Alameda Lorena, 2090 e o site: http://www.rockets.com.br/

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tome nota

Toda cozinheira que se preze precisa de um caderno de receitas! Fica a Dica desse fichário da Tilibra e não tô indicando só porque tenho um desse em casa não...

O fato de ele ser um fichário ajuda muito, eu mesma já tive que passar a limpo várias e várias vezes os meus cadernos de receitas. Nesse caso, acabaram as folhas é só comprar mais um bloco... e as folhas ainda são desenhadinhas, é um luxo!

Ele tem fichas com dicas desde tabela de equivalência de pesos e medidas até cortes de carne mas o luxo desse fichário é o envelope plástico. você tira a ficha da receita do meio do caderno e coloca dentro desse envelope. Perfeito prá voltar prá conferir a receita com a mão suja de farinha sem estragar a ficha!




Bolo Gelado

Atendendo ao pedido da sócia: vamos lá!!!

Massa:

2 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícara de açucar
1/2 de xícara de leite
3 ovos
1 colher de sopa de fermento

Bata as claras em neve e reserve. Comece batendo as gemas e o açuçar e depois vá intercalando a farinha e o leite. Por último acrescente o fermento e as claras em neve.

Antes que você pergunte: mas não tá faltando nada? Não, não vai margarina nem fermento e essa massa é uma massa bem pesada. Acrescente a farinha bem aos pouquinhos e deixe a batedeira na velocidade mínima, senão a massa embola toda nos batedores e aí prá tirar dá o maior trabalhão. Sempre que ficar difícil de bater acrescente leite e tenha paciência!

Recheio/Cobertura:
1 litro de leite
1 lata de leite condensado
3 gemas
3 colheres de sopa de maisena

Dissolva a maisena em aproximadamente 1 xícara de leite. Junte todos os ingredientes e leve ao fogo (em fogo baixo) mexendo sempre até engrossar.

1 receita é suficiente para rechear e cobrir o bolo.

Aviso: ele fica bem doce por conta do leite condensado mas qquer dia desses eu posto a versão com creme de leite e que fica ótima com frutas (abacaxi, pêssego ou ameixa em calda, esse último o meu preferido)

Vivendo com Diabetes

DIABETES NÃO É UM BICHO DE 7 CABEÇAS!

Criamos o tópico UTILIDADE PÚBLICA para falarmos do lado sério da alimentação e, quem sabe, conseguir ajudar nossos leitores a entender certas situações que se fazem diferentes do dia-a-dia da maioria.
Hoje trazemos a contribuição de uma pessoa muito querida que tão jovem tem que conviver com o diabetes, ela vem dividir com a gente suas dificuldades e mostrar o quanto já aprendeu com a situação.
         Esse é só o começo, logo, logo ela aparece com novidades.

“Descobrir-se com diabetes aos 20 anos de idade, após o término de  uma faculdade e iniciando um casamento não é fácil e nem aceitável. Na minha "leiguice,"diabetes era uma doença que acometia pessoas idosas e que surgia por ingerirmos muito doce ao longo da vida. Mas ela apareceu assim, quando eu menos esperava. Vontade constante de ir ao banheiro fazer xixi, bebendo mais de quatro litros de água por dia e cada vez mais fadigada.
Resolvi procurar um médico julgando ser anemia, foi quando para minha surpresa o diagnóstico foi: GLICEMIA ALTA (DIABETES). No mesmo dia fui para o pronto socorro com a glicemia em mais de 700mg, só soube o quanto ela estava no meio de um hemograma. Tudo muda, tomar insulina todos os dias, fazer o exame na ponta dos dedos, a alimentação já não mais a mesma... até a postura diante da vida muda.
Mais do que disciplina alimentar, o diabetes exige de nós autoconfiança e auto-estima, por vezes somos vistos como "coitados" ou até mesmo somos vítimas de preconceito.
Mas não é um bicho de 7 cabeças,não!Não aceitar é bem pior, uma vez que esta é uma doença crônica( não tem cura, e sim controle). Hoje pesquiso, procuro meus direitos, vou ao médico com regularidade e me intero sobre os novos estudos da doença.
Uma coisa que posso afirmar com toda a certeza, é  que esta é uma doença cara, mas isto não impede que nos cuidemos.
Irei postar dicas de como consigo minha insulina de alto custo, lancetas, seringas, glicosímetro e fitas para efetuar meus cuidados diários.
Passaram-se quatro anos desde o meu  diagnóstico de DIABETES TIPO I. O diabetes não me fez uma pessoa pior, apenas fez com que eu cuidasse mais de mim, e visse a vida com outros olhos”. 

NA FOTO: Glicosímetro,seringa,lancetas,fitas,insulinas e Smart Pix (aparelho para fazer gráfico das medições).

POR: Kath Paloma L. Afonso

quinta-feira, 10 de março de 2011

O post de hoje não revela nenhum segredo até porque mesmo quem não sabe cozinhar sabe fazer


brigadeiro de panela

Como não podia deixar de ser, o meu tem lá seus truques: leite condensado só Moça (os outros não dão a mesma consistência), 3 colheres de chocolate em pó e 1 de achocolatado e sempre que possível margarina para uso culinário. Na falta de vai margarina com sal mesmo!

Aí é mexer no fogo baixo até engrossar e desgrudar do fundo da panela.

Quando a disposição permite, enrolo um a um e passo no chocolate granulado... aqueles mais molinhos porque os duros não rolam e nada de colocar o brigadeiro na geladeira! Aquela casquinha firme com o recheio mais cremoso 'não é de Deus' como diz a sócia!

INFORMES

Liberados os comentários!!!

Ainda não estamos PHD no brinquedo novo então algumas coisas vamos ajustando aos poucos! Liberei os comentários agora prá toda e qualquer pessoa que passar por aqui afinal: sua opinião é muito importante para nós! Adoro clichês (fica a dica!)

Boas histórias de comidas boas!

Todo mundo tem uma memória afetiva relacionada com comida e nossa sessão memórias afetivas tem gosto de é o espaço prá que a gente conte essas histórias! Se você tem uma história bacana, conta prá gente!

É isso por hoje,

= )

Vilma Campos

Torta de frango com cobertura de purê de batatas

Pronto, não precisa mais brigar com a titia
Está ai a tão esperada receita de torta de frango com cobertura de purê de batatas.

Para receber os amigos, fazer bonito e deixar todo mundo com a sensação de que deveria ter comigo um pouquinho menos...
Esta torta é do tipo de receita que você faz com o que tem em casa. Como eu tinha frango e batatas o resultado foi esse. Para quem quiser alternativas de recheio e/ou cobertura é só deixar um comentário ou me mandar um e-mail, prometo responder prontamente.

Juro que é fácil de fazer,  vamos lá.

INGREDIENTES
Para a massa:
2 colheres (chá) de Fermento Químico em Pó
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
200g de margarina
2 colheres (café) de sal –  só se a margarina for sem sal
2 colheres (sopa) de água fria
1 ovo
Para o recheio:
1 peito de frango cozido e desfiado
1 lata de milho
1 cenoura ralada
1 punhado de azeitonas picadas
1 pimentão pequeno picado
Salsinha, coentro e/ou outras ervas das quais gostar
Para a cobertura
2 batatas grandes [cerca de ½ kg]
1 caixinha de creme de leite
1 colher de manteiga ou margarina
Sal a gosto
Queijo ralado e orégano  para finalizar
MODO DE PREPARO
A massa
Numa travessa misture todos os ingredientes, amasse bem até que forme uma massa homogênea.  Faça uma bola e leve à geladeira por cerca de meia hora. Cubra a massa para não ressecar o lado externo.
O recheio
Misture todos os ingredientes e acerte o sal
A cobertura
Esprema as batatas ainda quentes, junte a manteiga, o creme de leite e acerte o sal.
A MONTAGEM
Numa forma de fundo removível distribua a massa ocupando todo o fundo e as laterais à altura de, no mínimo, meia forma. Acomode o recheio e cubra com o purê de batatas. Não há problemas se o purê ultrapassar a altura da massa, o objetivo é justamente esse. Polvilhe com queijo ralado e o orégano.
Leve para assar em forno pré-aquecido em média temperatura por cerca de 20 minutos ou até o purê dourar e é só servir.
FICA A DICA!

Em primeira pessoa!

Olá!
Acreditem, hoje não venho falar de comida.


 Não! Não estou de dieta (risos).

Gostei desse lance de ter um espaço para o desabafo, assim podemos falar sobre nós além do universo da alimentação. Terapia barata, sabem como é todo aquele lance de “ponha pra fora, vai te fazer bem” e tal.
Hoje venho na verdade falar sobre o como é bom escrever em primeira pessoa. Eu posso, eu escrevo e eu gosto (mais risos).

EU EXPLICO.

Quem leva uma vida acadêmica e/ou burocrática (leia-se “E” no nosso caso) sabe o quanto temos que ser imparciais, é uma existência toda na imparcialidade (Segundo fulano de tal, De acordo com o texto X, É preciso que seja feito no prazo W, Esperamos resposta, No caso Y recorra a Z), a coisa fica tão instaurada que chegamos a ter dificuldade em nos comunicar em primeira pessoa, é como se empurrássemos as responsabilidades para “eles” (aqueles que acreditamos ser os culpados, mas não sabemos quem exatamente são).

Notem que o parágrafo anterior não foi escrito em primeira pessoa, nem essa frase, mas continuemos a tentar (riso murcho de canto de boca). Poderia ter dito: Notem que EU não ESCREVI o parágrafo anterior em primeira pessoa, mas enfim.

Gente, a coisa é séria. Esse blog acaba de ganhar mais um objetivo, o de nos resgatar das profundezas da imparcialidade. Assumirei aqui todas as minhas culpas por achar (eu acho que), por preferir (eu prefiro isso a aquilo), por fazer (fiz mesmo), por experimentar (eu experimentei), por comer (comi mesmo e comeria mais), etc., etc., etc.

 FICA A DICA!

quarta-feira, 9 de março de 2011

A gente não quer só comer...


Meu 1.º post prá sessão bibliografia! A Evelyn até tinha sugerido que eu começasse por outro livro mas resolvi indicar Jamie por vários motivos.  O primeiro deles é que Jamie Oliver é o meu chef internacional favorito!!! Arrisco a dizer que por ele eu comeria banana...

Diferente da idéia que a gente tem de um chef, ele é adepto de uma cozinha sem mistérios: a gente olha no prato e reconhece o que está comendo. Foi com ele aprendi que prá qualquer prato dar certo basta escolher bons ingredientes e usar a técnica certa de preparo!

Nesse livro, que também resultou numa série de TV (tirando House a coisa que mais gosto são programas de culinária) ele foi fundo prá descobrir a essência da culinária italiana. O melhor do livro não são as receitas e sim as histórias que povoam cada uma delas.

As fotografias são um atrativo á parte e esse é um assunto que eu volto prá falar dele numa outra ocasião.

Deste livro eu ainda não testei nenhuma receita e antes que isso me renda uma bronca, (ainda está em tempo) ele está na minha sessão 'para se comer com os olhos'

Vilma Campos

 

AÇÚCAR COMBATE O PRECONCEITO

A Edição da revista Super Interessante de março de 2011 [fresquinha], traz na coluna SUPERNOVAS: Ciência Maluca um artigo curtinho e super interessante sobre a influência do açúcar no autocontrole humano. Fica como dica para pesquisa.
Confira abaixo.


   "Pesquisadores da Holanda e dos EUA pediram a voluntários que escrevessem sobre a vida de um gay.
Alguns dos voluntários receberam limonada adoçada - e escreveram textos com menos preconceito. Em tese, isso acontece porque a glicose do açúcar estimula o cérebro, que usa sua energia para ativar circuitos ligados ao autocontrole."



Se Liga Galera: 
A homofobia (homo= igual, fobia= "medo"), é um termo utilizado para identificar a hostilidade movida pelo ódio, aversão ou discriminação de uma pessoa contra homossexuais e a homossexualidade.

Mesmo que de formas sutil e silenciosa, mesmo que não haja forma alguma de violência, preconceito e discriminação contra homossexuais é HOMOFOBIA.
Não precisa, né?!
O mundo precisa se amar mais, não importa de que forma.
Fica A Dica!

terça-feira, 8 de março de 2011

Então é Natal

Tender com molho de laranja, o meu prato de Natal que se come o ano todo.

Ingredientes:
01 tender bolinha
Suco de 03 laranjas
1/2 xícara de mel
Cravo da Índia

Utensílios Necessários:
01 faca
01 espremedor de laranja
01 refratário

Modo de Preparo:
Escolha uma parte do tender (o TOC me leva a escolher o lado minimamente mais retinho) e tire o couro. Faça os cortes e espete os cravos.

Faça o suco com as laranjas, misture o mel, e despeje sobre o tender. Leve ao forno coberto com papel alumínio por aproximadamente 40 min.

Observação: Cobrir o prato prá levar ao forno com o lado laminado ou fosco do papel alumínio não faz a menor diferença no cozimento mas  explico isso numa outra oportunidade.

Quem comeu, gostou! Fica a Dica!


Por: Vilma Campos

PANQUECA ENROLADINHA?

Não, não, não!
Dizem que a pressa é inimiga da perfeição. Nem sempre, às vezes a falta de tempo nos faz criar soluções práticas alternativas às técnicas tradicionais. Tem quem chame isso de gambiarra movida pela preguiça. Juro não ser o meu caso, mas em fim, vamos ao que interessa.
Que tal montar um prato diferente com a tradicional massa de panqueca?
Além de enrolá-las e organizá-las numa assadeira, as montei em formas para quiche individuais em 3 camadas de massa e de recheio, nas versões doce e salgada.
Dá pra montar pavês e lasanhas com a mesma massa. Deixe a criatividade te guiar.
FICA A DICA!

VERSÃO DOCE
VERSÃO SALGADA

GRATINADO DE LEGUMES


“Não como abobrinha de jeito nenhum.” Era o que dizia meu lindo maridinho, mas como adoooooro ter razão, ainda mais que variar o cardápio, encontrei uma receita ótima com o tal vegetal. Claro que, com uma adaptação típica de uma mente de gordinha, ficou ótima e fez com que ele voltasse atrás na declaração. Hora ou outra tenho que refazer o prato, o que é ótimo, pois é super prático, barato e faz bonito na mesa. Segue a receita e Fica a dica!


GRATINADO DE LEGUMES

INGREDIENTES
1 abobrinha paulista
2 batatas médias
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de manteiga ou margarina
250 ml de leite
1 cebola pequena ralada
1 dente de alho amassado
150g de queijo prato, mussarela ou outro de sua preferência
Queijo ralado, sal, noz moscada a gosto.

MODO DE PREPARO
Corte as batatas e a abobrinha em fatias bem fininhas. Reserve.
Numa panela, aqueça a margarina, junte o alho e deixe dourar, junte a cebola e assim que dourar vá acrescentando a farinha de trigo. Sem parar de mexer vá acrescentando o leite, mexendo, mexendo e mexendo para não empelotar. Essa é a famosa receita de molho branco para gratinar. Desligue o fogo,  acrescente o queijo ralado, acerte o sal e não dispense [se se for difícil de encontrar e não tiver em casa] a noz moscada, ela dá um sabor inacreditável.
Numa forma refratária monte com uma camada de abobrinha, uma de batatas, uma que queijo [aqui fica a adaptação de gordinha] e uma de molho. Finalize com o molho e leve para assar em forno pré-aquecido em temperatura média. Assim que dourar está pronto. Sirva quente.

OBSERVAÇÕES
1.     Se o molho empelotar, não chore, é só batê-lo no liquidificador e voltá-lo à panela. Se rolar um medo de que empelote, não desista, bata o leite e a farinha no liquidificador ou com batedor de claras antes de levar para a panela.
2.    Quer mais fácil ainda? Substitua as rodelas de batata e abobrinha por um pacote de seleta de legumes congelada direto do mercado. É só espalhar os legumes congelados na forma e cobrir com o molho [com ou sem uma camada de queijo entre os dois].

Por: Evelyn A. Lauro
Música da semana! Prato do Dia - Teatro Mágico.

Por aí

Comer é uma coisa que se faz a qualquer hora e em qualquer lugar? NÃÃÃÃOOO!!! Pão de queijo, por exemplo, é uma boa pedida no café da manhã, no lanche da tarde, em lanchonetes de rodoviária (situações em que assados são sempre escolhas melhores do que frituras de imersão) é um acompanhamento perfeito para um café expresso, mas definitivamente pão de queijo não tem mais o mesmo gosto depois que conheci esse lugar em Ouro Preto – MG!


O fato de estar com uma galera que ‘compra o pacote’ fez toda a diferença: cada um comprou um pão com um recheio diferente, voltamos lá no dia seguinte e algumas opções não foram degustadas, numa visita ao Museu da Inconfidência, Fica a Dica!




Deu água na boca!


Esse pão recheado numa tarde de domingo realmente poderia ter saído do forno aqui de casa, mas não saiu e assim como você eu também poderia ter sido convidada prá esse lanche da tarde, mas não fui né Anderson rsrsrsrs!
Calma lá, nem tudo está perdido, descolei a receita do pão e, caso alguém assim como eu, também tenha ficado com água na boca, Fica a Dica!

Bolo Gelado

Eu tive a responsabilidade, e claro, todo prazer, de estrear a coluna “memórias afetivas” para o Fica a dica... E falar de memória culinária é remover o baú das lembranças e fechar os olhos sentindo gosto de coisas boas. E como o blog é uma parceria da Evelyn e da Vilma, minha grande amiga, eu só poderia falar de uma das muitas comidas que a Vilma fez em Assis (interior de São Paulo e onde nós nos conhecemos por causa da faculdade) e que povoam as minhas lembranças de um tempo difícil, mas muito feliz.
De todos os pratos que eu poderia falar, nenhum é mais significativo do que o Bolo Gelado.

Nossa, é realmente de fechar os olhos e sentir o sabor. E a minha história em Assis não teria sido a mesma sem ele. A primeira vez que eu o comi foi num aniversário meu. Estávamos ainda no primeiro ano, tínhamos nos tornado amigas pelo meio do primeiro semestre, e na véspera do meu aniversário eu tinha combinado com ela de ir a sua casa pra estudar para uma prova de História das Religiões no dia seguinte.
Deixei avisado com antecedência que, por causa do horário e da distância que morávamos, eu já estava levando a “malinha” essencial pra passar a noite lá e irmos direto no dia seguinte. Eis que, quando eu cheguei lá, ela me deu uma bronca: Por que eu estava ali? E eu com cara de “como assim, nós combinamos”. E eu não me dei conta do que ela estava cozinhando, afinal, pensar na Vilma, é pensar nela cozinhando alguma coisa! E se ela mesma não tivesse me dito, eu realmente não ia prestar atenção. Ela me falou que eu estraguei a surpresa, que ela e a Vanessa – que na época morava comigo na república – tinham combinado de fazer uma festa surpresa pra mim e aquele era o meu bolo.
Eu ri, não pude ter outra reação, pois eu mesma havia dito que nunca tinham organizado uma festa surpresa para mim, mas ainda assim, fiquei extremamente feliz. Mas quanto ao bolo, naquele momento eu pensei – e isso eu nunca dividi – por que ela está fazendo um “bolo branco”, se ela sabe que o meu bolo favorito é o de chocolate?? Mas isso eu não dividi, estava realmente emocionada com o carinho delas terem pensado em mim. O que me revoltou no momento, foi ela não ter deixado eu comer o dito do bolo, raspar a tigela da massa nem do recheio, com a alegação de que, se eu nunca havia comido aquele bolo, só ia experimentar no dia seguinte, quando ia, realmente, acontecer a festa.
Na mesma noite, porém, enquanto estudávamos para a prova, afinal, era esse o real motivo da minha ida à casa dela, recebi uma ligação que me deixou ainda mais feliz, meus pais tinham se “desbarrancado” de Bady Bassitt – minha cidade de origem – a Assis pra me fazer uma surpresa. Suspendemos os estudos e eu fui embora. No dia seguinte, depois de fazer uma mega prova de “Religiões” e uma mudança – do prédio que eu morava para um outro mais no interior do bairro e próximo do centro – o pessoal foi pra minha casa pra dita festa, com a diferença que, com os meus pais lá, houve, além do bolo, um churrasco.
Depois daquele aniversário, não consigo mais pensar em outro bolo que possa ser considerado bolo do meu aniversário. Ela o fez no ano seguinte, 2004, quando estávamos no segundo ano, dessa vez fui eu mesma que pedi. E olha que, desta vez, eu tinha um leque imenso de opções. Quando ela me perguntou qual eu queria, não precisei nem pensar. “O meu bolo!” Ela já sabia que era o bolo gelado, e que, coincidentemente ou não, ela não o fez nenhuma outra vez no ano – ou nos anteriores – que não fosse no meu aniversário.
Das lembranças tristes que tenho em Assis, uma delas foi no terceiro ano, eu morava numa outra república, e por tantos motivos que eu não teria permissão para listar aqui, não vi a Vilma no meu aniversário, e pelo fato de termos realmente tanta coisa pra resolver, ela não fez o “meu bolo”. Tinha sido um ano difícil, e de muitas coisas que eu gostaria que tivessem acontecido aquele ano, ter comido o bolo no meu aniversário era uma das que eu mais queria, e foi uma das poucas que eu não tive a oportunidade. Então essa lembrança “ruim” também está relacionada com o Bolo Gelado do meu aniversário.
Mas, no ano seguinte, nosso último e que, desde julho, chorávamos com a simples menção de que era o último ano que estaríamos todos juntos, nós chorávamos, quando a Vilma chegou, naquele 04 de dezembro no meu apezinho com o meu bolo, eu chorei. Tive tantos motivos pra chorar naquele momento, que a simples lembranças dele, agora 5 anos e tantos meses depois, me fizeram chorar. Um destes motivos foi o medo que, depois da formatura eu perdesse aquela que se tornou uma das pessoas mais significativas na minha estada em Assis.
E que, por nossas forças mais exaustivas, tive a sorte de manter na minha vida, se não pessoalmente – mesmo que, tenhamos o orgulho de ao menos uma vez por ano nós nos encontramos, ou na casa dela ou na minha, e isso me deixa extremamente feliz, como comer o meu bolo de aniversário, e que ela sabe que, agora não importa mais a época do ano, sempre que nos encontramos ela faz, e o mais divertido: nós cantamos “parabéns pra você” como naqueles aniversários saudosos.
O sabor do bolo. Não sei descrever. Realmente não sei. Tem sabor de lembrança. De quando você começa a levá-lo à boca, pensa nas dificuldades que passava na faculdade, das horas de sono perdidas e do quanto nós apanhamos da vida. Mas também, quando saboreia e engole, sente por horas a sensação de felicidade, do companheirismo, da amizade, risadas, choros, dos planos “quem serei daqui a 5 anos”, e que nenhuma de nós acertou. E de mais tanta coisa que eu não consigo traduzir em palavras, mas que fazem com que eu sorria cada vez que penso. Por esses e tantos motivos, a minha “memória afetiva” é o bolo gelado, o “bolo do meu aniversário”.


De: Shellida Duarte da Silva