sábado, 11 de junho de 2011

De doce, eu entendo!

Comemos para saciar a fome, mas o que comemos, em quais circunstâncias e de que maneira são determinações culturais. Um bom exemplo disso é esse livro de Gilberto Freyre.


Em Açúcar (1939) o autor recolhe receitas regionais que se mantiveram em segredo pelas mulheres como tesouros preciosos, passados de mãe para filha. Doces de pedigree, que têm história, que têm passado. Porque numa velha receita de doce ou de bolo há uma vida, uma constância, uma capacidade de vir vencendo o tempo sem vir transigindo com as modas. Maria Letícia Monteiro Cavalcanti






As receitas do livro, aí 'musealizadas' faziam parte da expografia da exposição 'Gilberto Freyre - Intérprete do Brasil' montada pelo Museu da Língua Portuguesa em 2007. A exposição recriava espaços de uma casa e cada um desses espaços eram apresentados a partir de trechos das obras do autor. Desnecessário dizer que eu pirei nas latinhas né? Mas como o museu não tem loja de souvenir, fiquei sem a minha!

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