segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Bolinhos de Estudante!


Um semestre letivo inteiro de distância e aqui estou eu de novo. Estou dentro!
Ai que saudade! São tantas dívidas, tantas pendências, tanto assunto pra colocar em dia que decidi começar pelo final, embora seja também o começo.
Como assim??? Pago minha primeira dívida com a última receita executada.
Tenho percebido, ao longo de meus longos anos [........pausa para captar o som do riso da platéia.......] que os livros de receita veem se transformando em relatos históricos, antropológicos, pedagógicos. Verdadeiras cartilhas patrimoniais. O que é incrível. Há muito tempo os livros nos trazem mais do que receitas, agora nos oferecem experimentação cultural... Que nada mais é que o ar que eu respiro.

Hoje quem ganha a vez é a coleção da editora Globo denominada de O GOSTO BRASILEIROA queridíssima sócia Kath presenteou a mim e a Vilma com um exemplar para cada de AS MELHORES RECEITAS DA COZINHA BAIANA.  Levando em consideração que ganhamos os livros de presente de aniversário [que foi em setembro], dá pra se dimensionar o tamanho do atraso.

É claro que o livro tem muito mais do que o bom da mesa baiana. Tem uma seção que trata dos aspectos históricos e culturais da cozinha na Bahia, as fotos dos pratos são lindíssimas e, o que julgo ser o mais interessante, contêm um glossário que apresenta os ingredientes que podem ser desconhecidos para quem não é da região.








Comecei pela receita que me parecia mais fácil.


Bolinhos de estudante: que leva esse nome por conta dos ingredientes que são abundantes e baratos na Bahia, básico na mesa dos mais humildes, aos quais se encaixam os estudantes. É, eu sei bem o que é isso [olhar de melancolia!].
A receita é bem simples. Confira abaixo: 



mas... A minha não deu o ponto de enrolar e eu não tinha mais tapioca [comprei a quantidade certinha que pedia na receita, o que deixa a dica de comprar um pouco mais para dar o ponto se necessário for].
As amigas baianas que me perdoem, mas quem me conhece sabe que não sou de perder a viagem, e já que não deu ponto, o jeito foi improvisar.
Fritei a massa à colherada como se fossem bolinhos de chuva. Se ele grudar no fundo [aconteceu com alguns], não entre em pânico, 10 segundinhos depois e encostando um garfo ele solta.
Mas, como mente gorda não tem limite e se tem uma coisa que me mata de preguiça é fritura [na metade da massa já me dá vontade de fazer um bolotão e jogar de uma vez só – #ALoka!], experimentei assar.
GENTE!!!!! Pára tudo, pense em algo que nem deveria existir de tão bom que ficou... coloquei em forminhas que cabiam uma colher de sopa de massa em cada, salpiquei açúcar com canela e levei ao forno elétrico por cerca de 10 minutos [foi quando vi que as laterais estavam douradas]. Só consegui pensar o que seria de mim se jogasse uma bola de sorvete encima. Mentalizei o mantra “O vestido tem que entrar em duas semanas” e consegui me livrar do encosto da gula.
Tá! Pra quem defende o patrimônio e tal, eu altero demais as receitas alheias... É, essa sou eu e meu 15º sobrenome é PARADOXO.





 Baianas, me perdoem... mas ficou muito bommmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.

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