domingo, 1 de dezembro de 2013

Prá cada lugar, uma comida: Manaus

Houve um tempo que, em qualquer lugar eu chegava, eu procurava pela comida que eu comia em casa. Agora a história é outra... quando chego num lugar novo, o que eu mais quero é a comida que caracteriza o lugar, aquela que eu não encontrarei facilmente em São Paulo nem no cardápio de uma rede de fast food. 


Cruzei o Brasil e desembarquei em Manaus na semana passada. De cara, devo dizer a cidade tinha opções demais para o tempo que eu tinha disponível. Otimizei a experiência como poucas vezes nesta vida mas infelizmente não dei conta de comer tudo o que encontrei de diferente.


Aqui cabe um parêntesis: cumprido o compromisso de trabalho que me levou até lá, minha meta não era gastronômica, eu queria muito era ver o encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Consegui que um barqueiro viesse me buscar no Porto de Manaus e a missão foi cumprida com êxito. É IMPRESSIONANTE notar que as águas não se misturam, que elas tem não só cores mas temperaturas diferentes e que mais prá frente elas se juntam para formar o Rio Amazonas. Nada do que eu ou todos os livros de Geografia disponíveis disser chega perto da experiência de ver ao vivo e é por isso que eu recomendo. Se estiver em Manaus, vá até lá!



E como o passeio de barco não termina no encontro das águas...  garanti a postagem para o blog com um almoço num restaurante flutuante! 


















O restaurante era do tipo 'sirva-se à vontade' mas vamos combinar que não dava prá almoçar no Rio Solimões e comer frango frito? Fiquei com arroz, salada, batata frita e filé de pirarucu empanado. A carne do peixe é escura e firme com uma textura que lembra carne de frango.


De volta à Manaus, segui a recomendação de uma amiga que já tinha ido prá lá e fui tomar o sorvete de tapioca!


















Você encontra lojas da Rede Glacial por toda a cidade e um quiosque no aeroporto. Dá prá chegar e sair de Manaus tomando sorvete. A massa é bem consistente, levemente gordurosa. Além do de tapioca, que me foi recomendado, tomei o sorvete de flocos prá avaliar a qualidade do sorvete (lição que aprendi nos 4 anos que passei tomando sorvete na Cristal em Assis/SP) e o de cupuaçu. #TodosAprovados



A última aventura gastronômica da viagem foi o tambaqui. Trata-se de um peixe típico da região, servido em 9 entre 10 restaurantes e preparado de todos os jeitos possíveis: cozido, frito, assado. Por conta dos espinhos, ponderei que era preciso comê-lo num lugar seguro porque o que seria de mim se eu engasgasse com uma espinha de peixe tendo em vista que eu não domino a habilidade de desengasgar comendo farinha seca? Acreditem, isso dá certo, palavra de quem já viu adultos fazendo isto em casa hahaha














O peixe foi empanado e frito com o alho em lascas. Confesso que quando pedi fiquei esperando por um peixe embebido de óleo mas fui gratamente surpreendida por uma posta sequinha, com alho em lascas crocante e nada de espinhos pequenos. Achei o sabor do tambaqui mais leve que o do pirarucu mas a carne é igualmente firme.

O tacacá, o açaí e todo o resto, ficam para a próxima subida do mapa!

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