sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Para cada lugar, uma comida: Minas Gerais

Se tem uma coisa que eu gosto de fazer de verdade é viajar e dentre os meus ritos obrigatórios quando chego a um lugar novo, ou quando volto à um lugar que já fui, é comer num lugar que me tenha sido indicado por alguém da cidade. É fácil encontrar dicas de 'onde comer' na internet mas não despreze a dica de alguém que vive no lugar, comigo pelo menos, nunca deu errado!

A segunda visita à BH (porque a primeira foi tão rápida que sequer me lembro do que comi) além de marcar uma etapa importante da minha vida profissional me rendeu experiências gastronômicas inesquecíveis e que eu prolonguei até o último pedacinho de queijo canastra e a última gotinha de doce de leite dispiníveis na minha geladeira.

Graças à dica de um mineiro muito gente boa cheguei ao restaurante Glouton (http://glouton.com.br/).  Salão pequenininho, de quase todos os pontos do salão você consegue ver a cozinha (que registre-se, é linda), conta com uma equipe bem jovem e o serviço é muito bom. Eu estava em busca de uma boa comida e uma boa parte do cansaço acumulado depois de longas jornadas de trabalho foi recompensado nesta noite.

Recebi além da indicação do lugar a dica do que pedir, por isso já cheguei lá sabendo o que ia comer. O Alberto nos havia recomendado o prato principal e a sobremesa e depois do relato dele, minha única expectativa é que a minha experiência correspondesse a tudo o que eu ouvi a respeito da comida. 

Começamos com a pastilla de queijo canastra com mel. Dificilmente você me ouvirá falar mal de um prato que tenha queijo como ingrediente. Não estava ruim mas não posso creditar a ele o título de melhor prato da noite. Minha expectativa estava toda depositada neste prato

 Costela de boi doze horas com molho de café e angu de canjica branca


A Julia optou pelo Dourado do mar em crosta de paçoquinha com banana da terra e pupunha 


Preparo impecável (porque dá prá diferenciar comida bem feita de comida feita de qualquer jeito na primeira garfada) e apresentação primorosa, nos dois casos!

Mas para fechar a noite em grande estilo, faltava a sobremesa:

Tarte au chocolat, flor de sal e pimenta do reino coberta por uma calda quente de caramelo.

Só dá prá avaliar a torta pelo conjunto da obra. Individualmente, a massa, a mouse de chocolate meio amargo e a cobertura de caramelo tem o sabor que já conhecemos mas juntos é que que justificam a escolha da torta. Os sabores não se harmonizam a ponto de virarem uma outra coisa mas senti-los todos juntos é uma boa experiência,  eu recomendo!!!

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