quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que é comida para se comer em casa?


 O post de hoje é um desabafo.
Mais que isso, é um protesto!



Agora me pus intrigada com a afirmação de que “isso não é comida para comer em casa!”
Então quais seriam os pratos a encaixar nesta categoria?
Pra mim, comida que se come em casa é aquela na qual emana sua vontade [de fazer, de comer, de servir].




Não existem regras, existem limitações, às vezes técnicas, financeiras, outras vezes a dificuldade é gerada pela falta de acesso a alguns ingredientes regionais ou exóticos, enfim...



Mas o triste é quando a limitação parte da simples idéia de que comida para se comer em casa não pode sair da básica combinação arroz branco, feijão e a quase insubstituível carne vermelha.
Acho que já provamos [inúmeras vezes] que o mais importante não é dinheiro, nem o tempo, mas sim criatividade e vontade de experimentar.

Dá pra fazer muita coisa com o que temos cotidianamente na despensa.
Permitir-se, pra mim, é a ordem que deveria reger nosso cotidiano.
Vida sem cor e sem sabor não é vida, é existência.

Já falamos do prazer em comer bem, numa mesa bonita e bem arrumada. É na preparação, na apresentação da mesa que se mostra o afeto dedicado à preparação do prato.
Para que guardar a melhor louça, a melhor toalha, o melhor vinho para a visita? Seja você, faça com que sua família seja a parcela mais importante de sua vida. Cative-se todos os dias, se mime, mime aos que você ama, ou, simplesmente dê-se o direito de sentir-se bem em sua mesa como sentir-se-ia num restaurante.
Básico e lindo!
Pra mim, a alimentação faz parte dos pequenos e indispensáveis prazeres da vida.
Recuso-me a arremessar uma fatia de carne vermelha numa panela com óleo porque alguém acha que isso é comida de todo dia. A mesma fatia de carne passada na manteiga ou num bom azeite e servida com lascas de alho é ainda o “santo bife,” mas com cara [aroma, sabor] de comida especial. Porque eu me considero especial, considero minha família especial. Você não?!
Um arroz [aquele de todo dia] cozido com o suco de duas laranjas e 8 pauzinhos de alecrim deixa de ser o mesmo arroz. Quanto gastei a mais? Quão maior foi a dificuldade?
Grande parte de nossas limitações residem no plano da inconsciência. E a escolha e só nossa. Passaremos a vida no “mais do mesmo” ou nos permitiremos outros sabores???

Questione-se! 
Fuja do óbvio!

Um comentário:

Anônimo disse...

Apoio a iniciativa de vocês. Sempre passo e encontro por aqui pratos práticos que deixam nosso cardápio mais variado sem muita complicação.

Ass. Ana Paula Martins